O desemprego atinge 15,3. Os que ainda o têm, empobrecem. Uma promoção de um grande retalhista leva milhares a limpar as prateleiras dos supermercados, com alguns distúrbios pelo meio, num cenário a fazer lembrar os saques num país do terceiro mundo. Alguma direita engraçadinha compara o acontecimento aos saldos do Harrods. Não se trata de obter o casaco ou a mala Chloé por metade do preço, mas de uma corrida desenfreada para encher a despensa com bens alimentares e produtos de primeira necessidade. Continuem a brincar.
"É a isto que eu chamo fanatismo fiscal: o Estado querer cobrar sempre mais, sempre mais, o que a lei deixa e o que a lei não deixa". A definição é de Paulo Portas, à mistura com algumas interessantes propostas enquanto porta-voz do então "partido dos contribuintes" - ver aqui, na CDSTV.
Enquanto as reivindicações dos contribuintes ficam por cumprir, nada como a ministra Assunção Cristas, do CDS, ir mostrando como se aumenta a carga fiscal jurando a pés juntos que não, e criando mesmo novas "taxas" a aplicar a quase 2000 de estabelecimentos (e não apenas às "grandes superfícies", como se quis fazer crer).
Demonstrações práticas de fanatismo fiscal para melhor o poder combater, será?
Durante toda a campanha eleitoral francesa, uma das coisas mais repetidas foi a potencial irrelevância da vitória de Hollande para a Europa. Ainda falta a 2a volta, mas parece que nem todos concordam e há quem vá antecipando consequências.
Se a direita fizer o seu 25 de Abril, terá a esquerda o seu 25 de Novembro?
"Bombocas" é o que muitos portugueses devem pensar do PCP e do BE, quando serviram a direita a fazer cair o governo socialista, trocando-o pelo que temos.
Não sabiam de antemão que ia ser assim, camarada Jerónimo?
"Economic theory has become far more technical in this period and a certain dissociation seems to have emerged between the interests of economists in their technical theory and in their special concerns with matters of public policy and the interests of the other social sciences (...)"
Talcott Parsons, Janeiro de 1968. Introdução à nova edição de The Structure of Social Action (edição original, 1937)
- Depois, veio o coelhinho...
- Não, não... o coelhinho foi com o subsídio de férias e de natal no comboio ao circo.
- Como o circo acaba em Badajoz, o subsídio de férias e de natal ia apanhar a camioneta e o coelhinho comeu.
- E palhaços, avozinho, não havia palhaços?
- Então não havia...
Mudar o nome dos balcões do BPN para BIC Laranja e esperar que desta vez corra melhor.
Mensagem final do líder:
- Se não crescermos, estamos fritos. Isso já sabíamos, sabemos agora a estratégia: aprrenderr a serr alemão e ter fé. Se não chover, estaremos frritos.
No fim, todos cantaram o hino, menos o busto de Sá Carneiro.
- A renovação dirigente foi minimalista e cumpriu quotas. Sai uma senhora azeda e cansada, Paula Teixeira da Cruz, entra uma senhora de écharpes dinâmicas, Teresa Leal Coelho. Sai um excêntrico, Diogo Leite Campos, entra outro excêntrico, Pedro Pinto, resgatado à tralha santanista. A espectacular promoção do Rodrigo Moita de Deus acrescenta graçolas de oportunidade à direcção do partido, colmatando, também neste aspecto, a saída de Diogo Leite Campos. Jorge Moreira da Silva assume a coordenação política para que Passos possa dedicar-se à governação do país, o que é uma boa notícia passados nove meses de governo.
- Este é também o congresso das reabilitações: Jardim, depois de ter levado a Madeira à bancarrota, não só não é para criminalizar, como já está perdoado. José Luís Arnaut recupera uma posição que bem conhece, o de presidente dos financiamentos ilegais. Com a recomendação de algum cuidado com a Somague.
andré salgado
miguel cabrita
paula mascarenhas
correio.da.vida@gmail.com
vitor gaspar; schauble; conversa privada