
"Só falam de programas. Quem tem, quem não tem... (...) Nestas eleições, já se falou mais de programas do que em quaisquer outras eleições da nossa democracia!" (citação livre)
Num jantar em Vila Franca de Xira com 120 pessoas (segundo a SICNotícias)
Fonte Agência Lusa:
O presidente do PSD declarou-se "inteiramente disponível" para criar um "sistema de emergência infantil". Passos Coelho fez estas declarações depois de o diretor do Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas, o ter desafiado a criar "um sistema nacional de emergência infantil"
Depois de Passos Coelho ter prometido ajustar o programa para a educação em função das críticas que lhe foram feitas, pessoalmente, pelo prof. Santana Castilho, quem quiser que os seus palpites sejam acolhidos pelo molho de bróculos a que se dá o nome de "programa do PSD", já sabe como fazer: é consultar a agenda de campanha e aparecer.
Isto tem sido uma empreitada trabalhosa. Os velhinhos taralhoucos Diogo Leite Campos e Catroga tiveram que ser convidados a abandonar o palco, antes que o prejuízo que estavam a causar se tornasse irrecuperável. Nobre é seguido de perto por um babysitter, não vá, a qualquer momento, começar a falar por sua conta e desgraçar-se (mas ainda tem uma campanha pela frente, o que não augura nada de bom). Se as coisas forem correndo bem, a dupla mike Relvas e o melga-beto Moedas aparecerá apenas em serviços mínimos. Com sorte, não haverá mais esposas-jarrão do candidato mais africano e, num dia bom, o próprio Passos Coelho apenas se corrigirá uma ou duas vezes.
Eis senão quando, Fernando Nogueira é resgatado directamente da zombilândia para zurzir no desejado futuro parceiro de governo e Dias Loureiro é recuperado a uma offshore como conselheiro de Passos Coelho.
Dá para acreditar?
O Eng.º Roberto Carneiro, coordenador de uma extensa equipa de investigadores do Centro de Estudos da Universidade Católica Portuguesa,
assim como,
o director do Institute for Innovation in Learning, Walter F. Kugemann, a investigadora sénior do National Centre for Innovation of Education (CINOP) e professora da University of Groningen, Marja van den Dungen, o investigador principal do The Tavistock Institute of Human Relations, Joseph Cullen, o Presidente da Scienter, Claudio Dondi, o investigador e professor da Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) e da Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI), Alejandro Tiana, o director do Instituto para a Aprendizagem ao Longo da Vida da UNESCO, Adama Ouane, e o presidente da rede MENON de investigação e inovação europeia e director da Lambrakis Foundation, Nikitas Kastis,
conjunto de peritos internacionais que participaram no exigente painel da sua avaliação externa (que pode ser consultada aqui), poderiam explicar a Passos Coelho que o programa não foi uma mega encenação para credenciar a ignorância e distribuir diplomas a granel, insultando o esforço de 456.716 portugueses.
Poderiam, também, explicar-lhe que há sempre lugar para mais dois:



Afinal, os 4 pontos percentuais de descida da TSU, a compensar "logo se estuda como", são só a "primeira fase". Numa "segunda fase", e fazendo já planos para um horizonte temporal um pouco mais longo, o PSD não se contenta com um corte de 4 pontos percentuais, quer 8. Quem o diz, com todas as letras e pedindo ou não "desculpa pela expressão", é o coordenador do programa eleitoral do PSD, Eduardo Catroga.
Talvez seja boa altura para perguntar como seria possível (?) compensar esse corte adicional nas receitas da segurança social. Se é que isso é uma preocupação, sequer.
(E Nogueira Leite até foi mais longe: à boleia do FMI, lá vai tentando pôr na agenda que o corte possa ser de entre 8 a 12 pontos percentuais).
Das duas, uma. Ou há um aumento (ainda maior) de impostos - porque algum já terá de haver... Ou o equilíbrio da segurança social é apenas retórica de campanha. Em qualquer dos casos, alguém continua a mentir numa destas coisas. Ou em ambas.
Já parecem rodeios a mais. Até em nome da clareza, não terá o PSD uma solução mais rápida e transparente para tanta confusão?
andré salgado
miguel cabrita
paula mascarenhas
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vitor gaspar; schauble; conversa privada