Passos Coelho não sabe se vai ser necessário aumentar impostos, mas vai avisando que "se for preciso", por uma qualquer "razão externa" (isto é, por qualquer razão) não hesitará. Terá esta declaração o objectivo o de tranquilizar e de credibilizar o país perante os mercados, esse grande trunfo invocado para ganhar eleições? Talvez não tenha esse efeito, parece antes o tipo de discurso capaz de se tranformar em profecia que se cumpre a si própria. Veremos.
Do mesmo modo, e quando não há a menor indicação de que possa haver "tumultos" nem "ruas incendiadas", Passos diz que compreende o direito à greve e à manifestação mas que não tolerará que a "guerra contra o governo" (!) em curso se transforme em tumultos. Garante, por outro lado, que "nunca iremos por aí" (quem?). Talvez seja de ficar descansado. Mas pouco.
andré salgado
miguel cabrita
paula mascarenhas
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vitor gaspar; schauble; conversa privada